28/07/2020 às 00:04 Noticias

Será que a transformação digital vai acabar com os eventos tradicionais?

232
2min de leitura

Segundo levantamento realizado pelo Sebrae, em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) e União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), a pandemia do coronavírus impactou 98% das empresas do setor de eventos. Em um mercado que corresponde a 4,32% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, capaz de gerar cerca de 25 milhões de empregos (diretos e indiretos), esses números chegam ser alarmantes.

Se antes o setor estava acostumado com as aglomerações e grandes festividades, atualmente se vê obrigado a encontrar alternativas para conseguir sobreviver em tempos de instabilidade econômica. Para se ter uma ideia, a pesquisa citada acima mostra ainda que 35% dos empresários disseram que tiveram que negociar crédito para adiamento dos eventos, renegociar contratos de fornecedores e reduzir ou até mesmo cortar alguns custos.

Em um primeiro momento, essas medidas são necessárias, mas acredito que um dos melhores caminho seja levar seus eventos presenciais para o mundo online. Com o crescimento da transformação digital em diversos setores, o segmento de eventos online conseguiria levar inovação e alternativas mais viáveis, economicamente falando, para continuar ativo e crescente no mercado.

Foi enxergando esse potencial que algumas empresas do setor de festas e cerimônias, principal mercado nacional e que movimenta cerca de R$ 17 bilhões ao ano no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Eventos (ABRAFESTA), levou pela primeira vez uma feira do setor para o online. Para continuar fazendo a roda da economia girar, a Expo Yes foi realizada em um ambiente digital e possibilitou que as pessoas não abandonassem o sonho de se casar. Outros exemplos são a segunda edição da 8ª premiação aos melhores fornecedores da Toyota, que contou com a participação das filiais da montadora no Brasil, Argentina e Venezuela, além de mais de 150 representantes de fornecedores, e o Congresso Internacional de Direito Constitucional - CIDC, que antes era realizado presencialmente e se transformou em uma semana online de diálogos constitucionais com a participação de mais de 30 personalidades da área do direito.

Essa transformação digital em eventos já faz parte da cultura de muitas organizações e temos visto um empenho para a melhora constante da experiência do público, palestrantes e patrocinadores. Convites, inscrições e até a forma de pagamento já podem ser realizados no ambiente online, de forma ágil, prática e segura.

Assim, com todos esses exemplos, o mercado nos aponta que a transformação digital não irá acabar com as feiras e eventos tradicionais, mas sim permitir que esses eventos ofereçam uma experiência diferenciada ao participante, criando mais um modelo de negócios complementar. A tecnologias disponíveis já possibilitam diferentes formas de interações e acompanhamos, a cada dia, o fortalecimento e sinergia entre os mundos on e offline. No final das contas, todos sairão ganhando: players do setor, palestrantes e, claro, o público final.

Por Luiz Gustavo Borges

Fonte: https://www.revistaeventos.com.br/Artigos/ARTIGO:-Sera-que-a-transformacao-digital-vai-acabar-com-os-eventos-tradicionais/50263

28 Jul 2020

Será que a transformação digital vai acabar com os eventos tradicionais?

Comentar
Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Copiar URL

Quem viu também curtiu

21 de Jul de 2020

Ponta Porã ganha sessões de cinema drive-in no Majestic Hall

21 de Mai de 2020

Como diminuir stress antes do evento

09 de Fev de 2021

Lino Sanabria toma posse do cargo de reitor pro tempore

Logo do Whatsapp